segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Edição especial: o 2º turno de 2026, guia de leitura

Ano I · Edição especial  ·  Segunda-feira, 26 de outubro de 2026  ·  Apuração 2026 · 2º turno
O Boletim da Apuração
Presidente e seis governos estaduais · resultado final
Guia de leitura · oito matérias sobre o 2º turno de 25 de outubro
Presidente · Resultado final
Com todas as seções totalizadas, Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos e Lula, 64.256.232. A diferença foi de 4.430.191 votos, ou 3,57 pontos percentuais dos válidos. Catorze das 28 unidades (27 UFs e o Exterior) deram mais votos a cada um. O TSE registra Lula como eleito.
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48,21%
Flávio Bolsonaro
51,79%
Lula
80,78%
Comparecimento
14 × 14
Unidades
Governos estaduais
A disputa mais apertada foi a do Rio Grande do Norte, decidida por 32.625 votos, com inversão em relação ao 1º turno. No Tocantins houve outra virada. Nos outros quatro estados, quem liderou em outubro venceu.
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Regiões
No Norte, 1.079 votos separaram os dois finalistas numa região com mais de 10 milhões de votos válidos. No Nordeste, Lula somou 13.653.696 votos a mais; no Sul, Flávio Bolsonaro abriu 4.576.523.
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Mapa
Só Minas Gerais trocou de líder entre os turnos: em outubro, Flávio Bolsonaro tinha 588.612 votos de vantagem; agora, Lula tem 109.313, a menor margem do país.
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A noite da apuração
O Acre encerrou primeiro, às 19h18. A Bahia, às 23h21. O Exterior só terminou às 9h05 de 26 de outubro. A ordem explica boa parte da curva da noite.
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Como ler
Os textos descrevem números do TSE e dizem o que eles não permitem concluir. Projeções e cenários são hipóteses de trabalho, não previsão. O resultado oficial é o do TSE.
Dois turnos
A soma dos dois finalistas cresceu 14.098.232 votos: 73,60% do aumento foi para Lula e 26,40% para Flávio Bolsonaro. A matéria mostra o cálculo, UF por UF, e seus limites.
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Participação
A abstenção caiu de 21,08% para 19,22%. A participação subiu em 19 UFs e caiu em 9; o Amapá teve a maior queda, de 8,1 pontos percentuais.
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Aritmética
Um modelo de duas incógnitas, montado com o 1º turno, situa o resultado e mostra o ponto de empate. É uma régua aritmética, não uma previsão.
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Números dos arquivos públicos de divulgação do TSE (resultados.tse.jus.br), com 100% das seções totalizadas. Cálculos próprios, que podem conter erros.
Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Painel e análises: Apuração 2026 · 2º turno.

Seis governos decididos em 25 de outubro: RN, AM, AC, ES, TO e DF

A aba Governadores reúne os seis segundos turnos estaduais e os 21 governos já definidos no 1º turno. Resultados finais dos seis, com 100% das seções:

Governos decididos no 2º turno
UFEleito(a)Votos (%)Segundo colocadoVotos (%)Margem (p.p.)
RNCadu de Lula (PT)1.073.024 (50,77%)Allyson (UNIÃO)1.040.399 (49,23%)1,54
AMOmar Aziz (PSD)1.273.975 (61,42%)Maria do Carmo (PL)800.328 (38,58%)22,83
ACMailza Assis (PP)272.635 (66,21%)Alan Rick (Republicanos)139.108 (33,79%)32,43
ESPazolini (Republicanos)1.151.818 (52,17%)Ricardo Ferraço (MDB)1.056.119 (47,83%)4,33
TOVicentinho Júnior (PSDB)562.083 (64,52%)Dorinha (UNIÃO)309.076 (35,48%)29,04
DFCelina Leão (PP)987.142 (57,18%)Leandro Grass (PT)739.130 (42,82%)14,37

Margem do eleito sobre o segundo colocado, em p.p. dos votos válidos, nos seis segundos turnos estaduais.

A disputa mais apertada foi a do Rio Grande do Norte, decidida por 32.625 votos. No 1º turno, Allyson liderava com 36,94%, contra 36,16% de Cadu de Lula; no 2º, a ordem se inverteu. No Tocantins houve outra inversão: Dorinha liderava no 1º turno (45,52% contra 43,94% de Vicentinho Júnior) e terminou com 35,48%, enquanto Vicentinho Júnior chegou a 64,52%. Nos outros quatro estados, quem liderou em outubro venceu: Omar Aziz, Mailza Assis, Pazolini e Celina Leão.

No mesmo dia, entre os votos dos dois finalistas presidenciais, a parcela de Lula foi de 65,7% no RN, 54,0% no AM, 33,4% no AC, 43,6% no ES, 48,6% no TO e 45,7% no DF. Lula teve mais votos no RN e no AM, e Flávio Bolsonaro nos outros quatro. Os eleitos têm cinco partidos diferentes (PT, PSD, PP, Republicanos e PSDB), e é só um retrato: o partido de quem ganhou o governo não diz, por si, qual presidenciável o estado preferiu nem qual ele apoiou.

Cuidados na leitura. A coligação de um candidato, isto é, a lista de partidos registrada no TSE, não mede apoio declarado a nenhum presidenciável. O simulador por estado da aba usa só o 1º turno e não é previsão.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Governadores no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

Onde o resultado cai na régua: r = 1,51, s = 73,6% e um empate que pedia 57,9%

A aba Resultado × cenários usa um modelo simples, com duas incógnitas. M é a diferença Flávio Bolsonaro − Lula no 1º turno (2.224.965 votos) e E são os votos válidos dos candidatos eliminados (9.316.747). O parâmetro r é o aumento líquido dos dois finalistas dividido por E, e s é a parcela desse aumento que fica com Lula. A diferença no 2º turno é M − r·E·(2s − 1) e se anula quando s*(r) = 0,5 + M/(2·E·r).

O resultado observado dá r = 1,513 e s = 73,60%. Para esse r, o ponto de empate era s* = 57,89%. Se o aumento se repartisse como os finalistas já se dividiam no 1º turno (s = 48,99%), Flávio Bolsonaro terminaria cerca de 2,51 milhões de votos à frente. Com s = 73,60%, a conta reproduz o resultado: −4.430.191.



Curva de empate s*(r), referência neutra e ponto observado no 2º turno. Régua aritmética, não previsão.

O valor de r muda pouco o ponto de empate frente à variação de s. Com r = 1,00, s* = 61,94%; com r = 2,00, s* = 55,97%. Nos três casos, o valor observado de s está acima.

Ponto de empate para diferentes valores de r
rs* (empate)Resultado se s fosse 48,99%
1,0061,94%Flávio Bolsonaro +2.413.442
1,51 (observado)57,89%Flávio Bolsonaro +2.510.171
2,0055,97%Flávio Bolsonaro +2.601.919
Flávio Bolsonaro − Lula, em p.p. dos votos válidos, para cada par (r, s)
r \ s40,0%50,0%60,0%70,0%73,60% (obs.)80,0%
1,00+3,4+1,9+0,3−1,3−1,8−2,8
1,25+3,7+1,8−0,1−2,0−2,7−3,9
1,513 (obs.)+4,1+1,8−0,5−2,8−3,6−5,0
1,75+4,3+1,8−0,8−3,4−4,3−6,0
2,00+4,6+1,7−1,2−4,1−5,1−7,0

Tom alaranjado: Flávio Bolsonaro à frente; tom verde: Lula à frente. Sinal negativo indica mais votos para Lula.

Cuidados na leitura. A régua é aritmética. Usa os números do 1º turno e dois parâmetros livres, e não é previsão nem pesquisa. Quando forem confirmados, entram em tabela. r e s são agregados e não identificam o voto individual.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Resultado × cenários no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

Comparecimento de 80,78% no 2º turno e quase 3 milhões de abstenções a menos

Compareceram 128.236.074 dos 158.745.502 eleitores aptos: 80,78%. No 1º turno, o comparecimento foi de 78,92%. A abstenção caiu de 21,08% (33.469.667 eleitores) para 19,22% (30.509.428), uma redução de 2.960.239. Brancos e nulos juntos somaram 3,24% do comparecimento, contra 4,77% em outubro.

Participação nos dois turnos
Indicador1º turno2º turno
Comparecimento78,92%80,78%
Abstenção21,08% (33.469.667)19,22% (30.509.428)
Brancos + nulos (% do comparecimento)4,77%3,24%

A participação aumentou em 19 UFs e diminuiu em 9. Os maiores aumentos foram no Exterior (de 37,3% para 41,6%, +4,3 p.p.), na Bahia (+3,3), em Pernambuco (+3,0), em São Paulo (+2,7) e em Mato Grosso do Sul (+2,6). As maiores quedas, no Amapá (de 82,6% para 74,5%, −8,1 p.p.), em Roraima (−6,0) e no Acre (−5,6).

A abstenção mais baixa foi a do Ceará (13,9%), seguida pela de Pernambuco (15,2%) e pela da Paraíba (15,5%). As mais altas, descontado o Exterior (58,4%), foram as do Acre (26,1%), do Amapá (25,5%) e de Roraima (23,1%). Em número de pessoas, São Paulo concentra o maior contingente, 6.759.202, seguido de Minas Gerais (3.327.941) e do Rio de Janeiro (2.780.077).


Abstenção por UF e relação entre abstenção e voto em Lula entre as UFs. Cada ponto é uma unidade, e o tamanho indica os votos válidos.

O site traz também uma conta de hipótese. Se o comparecimento subisse 1 p.p. do eleitorado em cada UF e os novos votantes se dividissem entre os dois finalistas como os votantes daquela UF já se dividiram, o saldo nacional seria de 50.893 votos a favor de Lula. É só aritmética: o que o eleitor adicional faria de fato depende de quem ele é, e isso os dados não mostram.

Cuidados na leitura. A comparação descreve totais e não explica por que cada eleitor compareceu, se absteve, votou em branco ou anulou. No Exterior, o eleitorado é pequeno e as variações pesam menos no total. A associação entre abstenção e voto, entre UFs, não diz como os abstencionistas votariam.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Participação no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

O que mudou entre os dois turnos e o que os números não conseguem dizer

No 1º turno, Flávio Bolsonaro teve 56.104.503 votos e Lula, 53.879.538. Os outros candidatos somaram 9.316.747 votos válidos, 7,81% do total. No 2º turno, os votos válidos chegaram a 124.082.273, e a soma dos dois finalistas cresceu 14.098.232 votos. Esse aumento equivale a 1,51 vez os votos dos eliminados (chamo essa razão de r = 1,513; passa de 1 porque comparecimento, brancos e nulos também mudaram). Do aumento, 10.376.694 votos (73,60%) foram para Lula e 3.721.538 (26,40%) para Flávio Bolsonaro.

Como referência: no 1º turno, Lula tinha 48,99% dos votos dos dois finalistas. Se o aumento se repartisse nessa proporção, Flávio Bolsonaro ainda terminaria na frente por cerca de 2,51 milhões de votos. Com r = 1,513, o empate pedia que Lula ficasse com 57,89% do aumento. Ficou com 73,60%.

Por UF, a margem Flávio Bolsonaro − Lula diminuiu em todas as unidades, em média 5,40 p.p. (de −8,51 a −2,42). As maiores variações foram no Rio de Janeiro (−8,5), em São Paulo (−7,5), em Goiás (−7,3), em Santa Catarina e em Alagoas (−6,5 cada). As menores, em Pernambuco (−4,1), no Ceará (−4,0), no Exterior (−3,2), na Bahia (−2,9) e no Piauí (−2,4). A correlação entre as margens dos dois turnos, entre as UFs, é de 0,999: o mapa do 2º turno lembra bastante o do 1º, deslocado.


Cada bolha é uma unidade; o tamanho indica os votos válidos. Acima da diagonal, Flávio Bolsonaro teve mais votos; abaixo, Lula.

Há exceções. No Acre, no Amapá e em Roraima, a soma de votos dos finalistas diminuiu em relação ao 1º turno, e a parcela do aumento nem chega a ser definida. No Maranhão, no Tocantins e no Amazonas, Flávio Bolsonaro teve menos votos que em outubro (−9.069, −1.405 e −1.519).

Dos candidatos que ficaram fora, Augusto Cury teve 2,89% dos válidos no 1º turno, Renan Santos 2,24% e Ronaldo Caiado 2,18%. Entre as UFs, a votação de Renan Santos tem correlação de 0,49 com a margem Flávio Bolsonaro − Lula do 1º turno; a de Caiado, 0,29; a de Cury, 0,11. Isso descreve onde esses candidatos tiveram votos, não para quem foram os eleitores deles.

Variação de votos entre os dois turnos, por UF
UFVariação de Lula (votos)Variação de Flávio Bolsonaro (votos)rs (parcela de Lula no aumento)
Acre+9.743−15.092−0,17não definida
Alagoas+157.162+8.4221,8994,9%
Amapá+10.465−13.604−0,08não definida
Amazonas+98.787−1.5190,66101,6%
Bahia+820.487+166.1762,1883,2%
Ceará+480.861+62.6281,7888,5%
Distrito Federal+149.597+69.9261,1768,1%
Espírito Santo+151.937+61.3101,2771,2%
Exterior+42.767+27.5972,3860,8%
Goiás+396.675+293.4461,1857,5%
Maranhão+241.930−9.0691,14103,9%
Mato Grosso+112.486+52.5181,4668,2%
Mato Grosso do Sul+112.118+54.5411,6767,3%
Minas Gerais+1.162.163+464.2381,6171,5%
Pará+263.212+35.9831,1088,0%
Paraíba+252.932+33.8332,0388,2%
Paraná+511.907+346.0991,4759,7%
Pernambuco+563.542+94.5112,1385,6%
Piauí+130.279+8.8311,3293,7%
Rio de Janeiro+872.372+202.1891,5181,2%
Rio Grande do Norte+175.633+16.9161,7091,2%
Rio Grande do Sul+529.793+300.5951,5063,8%
Rondônia+43.779+21.3941,0167,2%
Roraima+9.085−11.647−0,13não definida
Santa Catarina+291.146+220.0511,3757,0%
São Paulo+2.613.861+1.217.1551,5668,2%
Sergipe+133.022+15.5151,6489,6%
Tocantins+38.953−1.4050,66103,7%

Em cada UF, r é o aumento líquido dos dois finalistas dividido pelos votos válidos que os demais candidatos tiveram ali no 1º turno; s é a parcela desse aumento que ficou com Lula. Valores de s acima de 100% ocorrem quando Flávio Bolsonaro teve menos votos que em outubro.

Cuidados na leitura. r e s são resumos de totais nacionais e estaduais. Não dizem como cada eleitor votou, e é esse o limite da inferência ecológica. Um aumento líquido também não é bruto: pode incluir quem se absteve em outubro e votou agora, e eleitores de um finalista podem ter mudado de escolha.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Perfil do voto no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

Como a noite foi contada: a ordem de fechamento das UFs

A aba Evolução reconstitui o avanço da contagem a partir das leituras que o navegador de cada visitante registrou. A série minuto a minuto não está nos arquivos públicos do TSE; o que o tribunal publica é o horário em que cada UF terminou a totalização. É esse dado que uso aqui.

O Acre foi primeiro, às 19h18. Vieram Rondônia (20h09), Roraima (20h12), Mato Grosso do Sul (20h29), Mato Grosso (20h50) e Santa Catarina (21h07). Entre 21h08 e 21h23 fecharam Amazonas, Amapá, Rio Grande do Norte, Paraná e Distrito Federal. Os maiores colégios vieram depois: São Paulo às 21h48, Rio de Janeiro às 22h18, Minas Gerais às 23h08, Bahia às 23h21. O Exterior só terminou às 9h05 de 26 de outubro.


Acumulado das UFs já encerradas, na ordem de encerramento da totalização. A linha tracejada marca 50%.

Se somarmos apenas as UFs já encerradas, o quadro muda ao longo da noite. Com o Acre sozinho, Flávio Bolsonaro tinha 33 p.p. de vantagem sobre os votos dos dois finalistas, e essa diferença encolhe a cada UF que entra. Depois do Pará (22h24), Lula somava 49,41% dos votos dos dois; com o Maranhão (22h45), 50,20%; com Minas Gerais (23h08), 50,23%; com a Bahia (23h21), 51,78%. O Exterior fechou a conta em 51,79%.

O formato da curva vem em boa parte da ordem de chegada: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, que reúnem juntas 46,5% dos votos válidos, encerraram nas últimas horas.

Ordem de encerramento da totalização, 2º turno
UFEncerramentoLula, % dos votos dos dois (UFs já encerradas)
Acre19h1833,43%
Rondônia20h0931,33%
Roraima20h1230,66%
Mato Grosso do Sul20h2935,31%
Mato Grosso20h5034,78%
Santa Catarina21h0732,82%
Amazonas21h0836,55%
Amapá21h1037,10%
Rio Grande do Norte21h1941,30%
Paraná21h2140,07%
Distrito Federal21h2340,50%
Piauí21h2543,53%
Alagoas21h2744,72%
Tocantins21h3044,85%
Espírito Santo21h3144,76%
Rio Grande do Sul21h3244,29%
Sergipe21h3245,22%
Goiás21h3344,77%
Ceará21h4547,69%
São Paulo21h4847,15%
Paraíba21h5947,85%
Pernambuco22h0249,37%
Rio de Janeiro22h1849,11%
Pará22h2449,41%
Maranhão22h4550,20%
Minas Gerais23h0850,23%
Bahia23h2151,78%
Exterior09h05 (26/10)51,79%

Cuidados na leitura. Os números acima somam só UFs já encerradas. Não são o total parcial nacional que o TSE exibia a cada instante, que incluía seções de UFs ainda abertas. Por isso, o momento exato em que Lula passou à frente nesse total parcial não aparece nesta série. Os horários são os de encerramento registrados pelo TSE, no horário de Brasília.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Evolução no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

O mapa do 2º turno: 14 a 14 entre as unidades e uma única mudança desde outubro

A aba Mapa mostra o resultado no território. Dá para agrupar por UF ou por região e, no mesmo desenho, trocar para o 1º turno como referência. Aqui, olho só o nível das 27 UFs e do Exterior.

Flávio Bolsonaro teve mais votos em 14 unidades: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Lula teve mais votos nas outras 14: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Exterior.


Mapa esquemático (não geográfico) das 28 unidades no 1º turno, como referência, e no 2º turno. Em cada quadrado, a diferença em p.p. entre os votos de Flávio Bolsonaro e de Lula.

Só uma troca de liderança separa o mapa do 1º turno do mapa do 2º: Minas Gerais. Em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro estava 588.612 votos à frente ali; em 25 de outubro, Lula passou a ter 109.313 votos a mais, o equivalente a 0,87 ponto percentual dos válidos, a menor margem do país.

Depois de Minas vêm o Tocantins (2,74 p.p., 24.954 votos para Flávio Bolsonaro), o Amapá (5,76, Lula), o Rio de Janeiro (6,20, Flávio Bolsonaro), São Paulo (7,69, Flávio Bolsonaro) e o Exterior (7,71, Lula). Treze unidades terminaram com 30 p.p. ou mais de diferença; oito ficaram abaixo de 10.

As maiores margens a favor de Lula foram as do Piauí (51,8 p.p.), da Bahia (42,6), do Maranhão (39,1), de Sergipe (39,1) e de Pernambuco (38,4). A favor de Flávio Bolsonaro, as de Roraima (44,9), de Rondônia (39,2), de Santa Catarina (38,8), do Acre (33,1) e de Mato Grosso (32,1).

Cuidados na leitura. O texto fica nas UFs e nas regiões. As visões por município e por zona eleitoral dependem de dados que não usei aqui; confira os números no site. Zonas não têm malha oficial, e os limites do Mapa são aproximados.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Mapa no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

O resultado final do 2º turno de 2026 por região: Norte quase empatado, Nordeste e Sul nos extremos.

O Painel foi pensado para acompanhar a apuração enquanto ela acontecia: líder, votação, estados e os seis governos estaduais. Com a totalização encerrada, serve para olhar o desenho final.

Entre os votos dos dois finalistas, a parcela de Lula foi de 69,37% no Nordeste, 53,86% no Exterior, 50,01% no Norte, 47,24% no Sudeste, 39,99% no Centro-Oeste e 37,42% no Sul.

O Norte é o caso mais curioso. Lula teve 5.024.626 votos e Flávio Bolsonaro, 5.023.547: 1.079 votos de diferença numa região com mais de 10 milhões de votos válidos. Dentro dela, Lula ficou na frente no Amapá, no Amazonas e no Pará; Flávio Bolsonaro, no Acre, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins.

As maiores diferenças em votos estão nos extremos. No Nordeste, Lula somou 13.653.696 votos a mais e venceu nas nove UFs. No Sul, Flávio Bolsonaro abriu 4.576.523; no Sudeste, 2.806.770; no Centro-Oeste, 1.869.948. Dentro do Sudeste a divisão foi interna: São Paulo deu 2.019.904 votos de frente a Flávio Bolsonaro, e Minas Gerais deu 109.313 a Lula.

Em relação ao 1º turno, a parcela de Lula entre os dois finalistas subiu em todas as regiões: +3,66 p.p. no Sudeste, +3,39 no Centro-Oeste, +3,19 no Sul, +2,41 no Norte, +1,97 no Nordeste e +1,62 no Exterior.

Resultado por região
RegiãoLula (% de Flávio Bolsonaro + Lula)Variação desde o 1º turno (p.p.)Flávio Bolsonaro − Lula (votos)
Norte50,01+2,41−1.079
Nordeste69,37+1,97−13.653.696
Centro-Oeste39,99+3,391.869.948
Sudeste47,24+3,662.806.770
Sul37,42+3,194.576.523
Exterior53,86+1,62−28.657

Na última coluna, sinal negativo indica mais votos para Lula.



Margem por UF no 2º turno, em pontos percentuais dos votos válidos da UF (cor laranja: mais votos para Flávio Bolsonaro; verde: mais votos para Lula).

Cuidados na leitura. A projeção e a faixa de incerteza que o Painel mostrou durante a noite são cálculos próprios, hipóteses de trabalho. Como o histórico delas não ficou guardado, este texto não as comenta.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Painel no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

2º turno de 2026: Flávio Bolsonaro 48,21% e Lula 51,79% dos votos válidos

Com todas as seções totalizadas, Flávio Bolsonaro (PL 22) recebeu 59.826.041 votos, 48,21% dos válidos, e Lula (PT 13) recebeu 64.256.232, 51,79%. A diferença foi de 4.430.191 votos, ou 3,57 pontos percentuais dos válidos. O TSE registra Lula como eleito.

Foram 124.082.273 votos válidos, 1.430.496 brancos (1,12% dos votos) e 2.723.305 nulos (2,12%). Dos 158.745.502 eleitores aptos, 128.236.074 compareceram: 80,78%, contra 78,92% no 1º turno. A abstenção ficou em 30.509.428 eleitores, 19,22%, ante 21,08% em outubro.

Votos válidos nos dois turnos. No 1º turno, os demais candidatos somaram 7,81%.

Resultado final do 2º turno
CandidatoVotos% dos válidos1º turno (% dos válidos)
Flávio Bolsonaro (PL 22)59.826.04148,2147,03
Lula (PT 13)64.256.23251,7945,16

Das 28 unidades (27 UFs e o Exterior), 14 deram mais votos a cada um. Flávio Bolsonaro ficou na frente em Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Lula, em Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Exterior. Só Minas Gerais trocou de lado em relação ao 1º turno: em outubro, Flávio Bolsonaro tinha 588.612 votos de vantagem no estado; agora, Lula tem 109.313.

No 1º turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos válidos e Lula, 45,16%. Considerando apenas os votos dos dois, a parcela de Lula foi de 48,99% para 51,79%, um aumento de 2,80 p.p.


Os números vêm dos arquivos públicos de divulgação de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br), com o resultado final do 2º turno (25 de outubro de 2026), 100% das seções totalizadas. O resultado oficial é o do TSE. Cálculos próprios, que podem conter erros. Margem = Flávio Bolsonaro − Lula, em votos válidos.

Projeto independente de Paulo C. Coimbra, sem vínculo com o TSE, partidos ou candidaturas. Veja a aba Resumo no site Apuração 2026 · 2º turno; o 1º turno tem site próprio: Apuração 2026 · 1º turno.

domingo, 25 de outubro de 2026

Segundo turno das eleições 2026: o que você precisa saber

Disclaimer: Texto informativo e apartidário. Reúne apenas dados e regras divulgados pela Justiça Eleitoral e pela imprensa.

Segundo turno das eleições 2026: o que você precisa saber

Neste domingo, 25 de outubro de 2026, cerca de 158 milhões de eleitores são chamados novamente às urnas para escolher o presidente da República. Como nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, em 4 de outubro, os dois mais votados disputam a decisão.

Quem disputa

  • Flávio Bolsonaro (PL), senador
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. As propostas de governo de ambos estão disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Horário de votação

  • Horário de Brasília: das 8h às 17h. Quem estiver na fila às 17h pode votar.
  • Acre e sudoeste do Amazonas: das 6h às 15h (horário local).
  • Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e demais municípios do Amazonas: das 7h às 16h (horário local).
  • Fernando de Noronha: das 9h às 18h (horário local).

Esses horários locais terminam todos ao mesmo tempo que o horário de Brasília, de modo que a divulgação dos resultados começa para todo o país ao mesmo tempo.

Regras básicas

  • Vence quem obtiver a maioria dos votos válidos. Votos em branco e nulos não entram nessa conta.
  • Quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente, com documento oficial com foto e título regular. Cada turno é uma votação independente.
  • Alguns locais de votação mudaram em relação ao primeiro turno. A consulta pode ser feita nos canais digitais da Justiça Eleitoral.

Também há segundo turno para governador

Em alguns estados e no Distrito Federal, o eleitor vota ainda para governador. Segundo as fontes consultadas, as disputas são: Acre (Mailza Assis e Alan Rick), Amazonas (Omar Aziz e Professora Maria do Carmo), Distrito Federal (Celina Leão e Leandro Grass), Espírito Santo (Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço), Rio Grande do Norte (Allyson e Cadu de Lula) e Tocantins (Professora Dorinha e Vicentinho Júnior). Confirme a lista final no portal do TSE.

Dados do primeiro turno

  • Abstenção de 21,08% (cerca de 33,4 milhões de eleitores), a maior numa eleição presidencial desde 1998.
  • Votos em branco: 1,84%. Votos nulos: 2,93%.

Pesquisas

Nas semanas anteriores à votação, os levantamentos de intenção de voto divulgados pelos institutos apontavam empate técnico, isto é, diferença dentro da margem de erro. Pesquisas são retratos de um momento e não substituem o resultado das urnas.

Acompanhe a apuração

A divulgação oficial dos resultados começa a partir das 17h (horário de Brasília), conforme os boletins de urna chegam ao TSE. Os números aparecem de forma progressiva e são parciais até o fim da totalização: estar na frente em determinado momento não significa vitória confirmada.

Aviso: a página de apuração do segundo turno será ativada a poucos minutos antes do início da apuração. Se você acessar o link antes disso, ela ainda pode aparecer como "em construção". Volte perto das 17h.

A página usa dados públicos do TSE, tem finalidade informativa e não faz projeções nem emite opinião sobre candidatos. O resultado oficial é o divulgado pela Justiça Eleitoral.

Fontes: TSE, Agência Senado, Congresso em Foco, InvestNews, Diário do Nordeste.

sábado, 24 de outubro de 2026

Sobre as Pesquisas Eleitorais

Na reta final de uma eleição, o noticiário se enche de percentuais, e cada número vem acompanhado de uma manchete que o interpreta. Escrevo este texto para quem quer ler esses números por conta própria. Não falo de nenhum instituto nem de nenhum resultado, de propósito: o que segue vale para qualquer pesquisa, de qualquer origem.

O que uma pesquisa mede

Uma pesquisa registra o que um grupo de pessoas disse no período em que foi entrevistado. Ela não prevê o dia da votação. Entre o fim do campo e a urna passam dias, e nesse intervalo o eleitor pode mudar de ideia, decidir se vai votar ou ficar em casa. Quando um resultado é divulgado, os dados já têm alguns dias de idade.

A margem de erro tem uma leitura mais exigente do que parece

A margem de erro costuma aparecer como "dois pontos para mais ou para menos". Vale lembrar que ela vale para cada candidato separadamente, e que o nível de confiança, em geral 95%, quer dizer que em cerca de uma pesquisa a cada vinte o valor verdadeiro cai fora do intervalo, mesmo com tudo feito corretamente. A diferença entre dois candidatos também tem incerteza própria, maior que a de cada um, porque soma os dois erros. Por isso a expressão "empate técnico" é tão usada: quando a distância entre os dois cabe dentro do que a amostra consegue distinguir, a pesquisa não diz quem está na frente.

A margem também cobre só o erro de amostragem. Não cobre o que acontece quando a amostra não representa bem o eleitorado, quando as pessoas respondem diferente do que farão, ou quando parte delas não aceita responder. Esses erros existem e são mais difíceis de medir.

Votos totais e votos válidos

Dois números da mesma pesquisa podem parecer contraditórios e não ser. Nos votos totais, brancos, nulos e indecisos entram na conta. Nos válidos, saem, e o percentual dos candidatos é recalculado sobre o que sobra. A diferença em pontos percentuais costuma crescer um pouco nos válidos, sem que nenhuma opinião tenha mudado. Antes de comparar duas pesquisas, confira se ambas usam a mesma base.

Métodos diferentes, resultados diferentes

Entrevistas presenciais, por telefone e pela internet alcançam públicos distintos e têm vieses distintos. Cada método tem pontos fortes e fragilidades, e nenhum deles resolve tudo. Por isso comparo com mais cuidado pesquisas que usam o mesmo método e a mesma base do que pesquisas que apenas aparecem no mesmo dia.

Uma pesquisa isolada diz pouco

Uma rodada, sozinha, pode ficar acima ou abaixo do valor real apenas por acaso. O que informa mais é o conjunto: várias pesquisas, de origens diferentes, feitas em datas próximas. Quando apontam para a mesma região, a confiança aumenta. Quando divergem, a divergência também é informação, porque indica o tamanho da incerteza que deveríamos carregar. Agregar não elimina o problema, já que erros que atingem todos os institutos ao mesmo tempo (por exemplo, uma dificuldade comum de alcançar certo grupo de eleitores) não se cancelam na média.

Onde conferir

Toda pesquisa divulgada publicamente precisa ter registro no TSE antes da divulgação. A ficha traz amostra, período de campo, método, margem de erro e quem pagou. Leva um minuto conferir, e é a melhor defesa contra números sem origem que circulam em redes sociais.

Algumas perguntas que faço diante de qualquer número

Quando foi o campo? Qual o tamanho da amostra e como foi sorteada? Os percentuais são totais ou válidos? A diferença entre os candidatos é maior que a margem? Há outras pesquisas recentes para comparar? Quem contratou?

Minha posição é simples: pesquisa é um instrumento útil e imperfeito, e tratá-la como oráculo ou como fraude revela o mesmo equívoco, o de esperar dela certeza. Ela reduz a incerteza sem eliminá-la. Quem lê com a ficha técnica ao lado e algum ceticismo calibrado sai mais bem informado do que quem acompanha só a manchete.

Paulo C. Coimbra